Carta aberta do começo

Sempre me comuniquei melhor pela escrita, ainda que eu goste de falar em público, ainda que eu goste de trocar um bom papo, é no papel que eu meu coração melhor transborda.
Já tive momentos em que escrevia até figurativamente as mãos sangrarem, já tive momentos que minhas palavras digitadas eram “não tenho mais a arte de escrever”, foram fases, anos, períodos...
De tempo em tempo a saudade de pôr em palavras o que está se passando aqui dentro e aí fora vem forte. Mal sabia eu que isso estava pra voltar tão cedo e tão forte como o mar em maré cheia, como poderia ser uma das referências de Zafón.
Agora a minha escrita não são sobre aqueles sentimentos sem nome, as confusões da minha mente, mas ainda são cheios de emoções. São aquelas pequenas emoções que me enchem o corpo quando vejo um quando sinto a textura de uma parede, quando olho uma fachada antiga. São as emoções que me atingem quando vejo pessoas brincando num parque, uma claraboia nos apresentando ao sol, a vegetação desenhada no paisagismo.
E aí eu vou vivendo nessa linha tênue entre o físico e o abstrato, entre o sentimento que é quase palpável e a arte da arquitetura, entre o atual e a nostalgia, entre construir e viver.
E vou compartilhando com vocês alguns passos, alguns pensamentos, algumas loucas ideias, algumas notas de rodapé que antes ficavam só nos meus diários mentais e agora ganham um pouco mais de espaço, espero que na companhia de vocês.
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